Clipping e depoimentos de lançamento do CD

“ANSO GOCUN FERREGONÁ SOU TÊ””

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Falaram sobre o disco:

“Acabo de ouvir o single Pau de Arara!
Que buniteza, Bruno!
Lindeza só!
Que harmona clássica, e a narração, que forte!
Parabéns!”


(LENINE, cantor e compositor)


“O álbum do Bruno traz a ideia de liberdade nessa hora em que tudo parece não ter jeito. É passado, presente e um projeto de futuro. Seja num samba da Mangueira cantado com o baixo ou num improviso instrumental, sempre seremos salvos pelo poder da criação.”

(JOYCE & TUTTY MORENO, cantora e compositora/ baterista)


"Bruno, não posso dizer que você me surpreendeu não..porque eu já sabia da sua riqueza interior, da sua lindeza musical, sua harmonia, nossa senhora.. suas criações. O baixo tão dificilmente afinadézimo: é difícil tocar baixo tão afinado; e sua voz linda, porque teu timbre é lindo né..
As criações são belíssimas... um oásis nesse deserto que estamos atravessando. Eu só quero te agradecer muito por ter me alimentado tanto, várias vezes eu ouvindo a tua música( tá super bem gravado o cd-além de tudo),eu suspirava..meu peito ficava tão cheio, coisa que não acontecia há muito tempo... eu viajei pra um lugar lindo e suspirei, suspirei... é muito lindo seu trabalho, muito obrigado"


(JANE DUBOC, cantora)


“Recomendo de montão o CD do Bruno Aguilar, que já conheço de longa data, mas que sempre me surpreende com sua resiliência e suas novas conquistas. Ele é um dos expoentes  fundadores  da "Itiberê Orquestra Família"! Agora como compositor, arranjador com muitas e boas ideias, e interprete especial tanto no contrabaixo, como no violão e com a sua expressiva voz! Tem que ouvir esse trabalho!!”

(ITIBERÊ ZWARG, contrabaixista, compositor)


“Tudo nesse disco flui macio, mas nada nele é sem tônus.
Ele tem precisão, agilidade, mas não é crispado.
Já tem lugar no matulão da minha vida.
Ouvindo pela quarta vez”


(THIAGO AMUD, compositor, cantor)



“Esse disco é uma das coisas mais bonitas e brasileiras que ouvi nos últimos tempos”

(MELLO MENEZES, artista plástico)



"Ouvi o CD do Bruno como uma grande conversa. Um diálogo entre os instrumentos, composições, arranjos, releituras, falas e letras. Assim como também entre os Brasis não oficiais. Tudo ali diz alguma coisa e nada é excessivo. Mas assim como me botou pra pensar, também comoveu-me - Bruno é um grande contrabaixista, com uma sonoridade muito singular. Tenho pensado que ser virtuoso não é só conseguir ter muita velocidade, é algo além. Bruno é um exemplo disso. O que me surpreendeu foi também se mostrar um cantor especial, com uma voz bonita, que eu nunca tinha percebido."

(JORGE HELDER, baixista e compositor)


“Bruno, que coisa mais linda seu disco.
Quanta sutileza e ao mesmo tempo força!
E que linda sua voz!
A penúltima fala, com aquela depoimento, é de chorar.
E obrigada pela sutil menção. Coração aqueceu aqui...
Que passe tudo isso logo pra gente tocar junto”


(ILESSI, cantora e compositora)


“Cara, acabei de ouvir o disco. Porra Bruno, você engrandece a música do mundo cara. O seu disco é uma junção brilhante de uma forma maravilhosa com um conteúdo de dinamite. Sobre a forma, eu amo como tudo nele é o que é, mundo real, pé no chão e mão suja de mundo mesmo. Eu acho que só se faz arte com mão suja. Tudo que é higiênico é puro espetáculo. E o conteúdo é isso aí, é um disco do seu tempo, é um disco que transborda de realismo, que tem vida própria e vai sendo pilotado por esse mal estar no mundo. Não consigo parar de chorar, Bruno…"


ERICK DAU, fotógrafo do Intercept Brasil, Farpa e UNFPA

"....muito feliz de ouvir teu disco!!
um contrabaixo forte e corajoso, que afirma sem medo, que vai pra cima, para fora, sem medo. Empurra, fere e desliza...
composições e arranjos que revelam uma inadequação a qualquer generificação. Uma sensação de que as vozes do inconsciente foram ouvidas.
Com muita tranquilidade com relação à minha escuta, digo: a faixa-título do disco é minha favorita! Gritaria isso em um megafone. Acho que ela aponta futuros possíveis.
Agradeço a dedicatória no Perigoso, irmão. Adorei a performance, e curti demais o breve e forte solo (improviso), fundamento e coragem.
Uma coisa é fato sacramentado, o baixo se tornou uma via de expressão sem impecílios. Ele soa íntegro, difícil explicar. Empresto de Galeano: veias abertas do contrabaixo.
Acho que o disco tem passados, presentes e futuros de uma grande trajetória de um grande artista.
Cada ideia inesperada! Cada intimidade (estranheza) revelada.
Os vocalises loucos naquela peça atonal! Aquele loop!! Que lindo aquilo. Respeitou o inconsciente, deixou o sonho falar.

Voe, mergulhe na lama, nos ajude a ser felizes nesse mundo violentado."

BERNARDO RAMOS, compositor, guitarrista, doutorando UFRJ

 

 

 

:::anso gocun ferregoná sou tê:::

pro bruno aguilar
e todo mundo do cd homônimo

anso:
ouço vozes virtuosas
um contrabaixo nas ilhas do japão
águas acústicas música universal
anso: ouça
anso gocun ferregoná sou tê:::

gocun:
são quatro cordas soando
no som gokun do japão
ilhas de joyce bamboo gilberto
tutty moreno gocun do brasil
joão gil bamboo obalalá
tê sou ferregoná gocun anso:::

ferregoná:
são flores cinzas na capa
encartando um clamor popular
por mais feijão e arroz
no gongá brasileiro
arroz feijão amor
ferregoná gocun sou tê cozido
anso gocun ferregoná sou tê:::

sou:
sou e ouço porque sou
baixo alto contrabaixo
clarone clarinete violão de sete
vozes virtuosas nas praias do leste
piano pandeiro prato fagote
tê sou ferregoná gocun anso:::

tê:
sou ferregoná gocun anso
poema de sobrenomes e barros
originários do samba e cavaquim
perigoso duo guapi mirim
ponte rio negro joão e maria
triste ternura do pau de arara
dona marlene no rio de música
cantando pra ninar gente grande
tê sou mangueira no último carnaval
porque o brasil tem que ter jeito
até ficar diferente

anso gocun ferregoná sou tê:::
tê sou ferregoná gocun anso:::
anso gocun ferregoná sou tê:::

 

JORGE WOLFF, Prof. Literatura Brasileira UFSC

 

 

" É perigoso, diriam tantos por aí, começar um disco com um baixo acústico e uma voz...você começou.
Perigoso seguir adiante com uma composição inédita do tão regravado mestre de Bebê e Ovo...
Mais ainda é chegar ao ponto de "anso gocun ferrogoná sou tê", que tem asas outras, e voa para a música de concerto, mas com força própria, sem remedo ou receita, à minha escuta: nascida como tinha que ser e não finda, como - maravilhosamente - tinha que ser.
Mas, "viver é perigoso", disse Rosa. E talvez por isso, os riscos, que coloquei à frente nesse meu pequeno texto, não soam nada estéreis e sim, pelo contrário, latejantes, com o máximo do pulso do instante e da vida: está ali a permissão e o convite para sermos só coração; a emoção, com sua casca mais fina, aquela que cobre a pele do baixista, compositor, cantor, que fica nu com seu contrabaixo, de repente, para concluir "Ternura".
E a voz, que apareceu silenciosa, começa a ganhar contorno, e de um vocalise que diz tudo sem dizer propriamente nada (final de "anso gocun ferrogoná sou tê"), as palavras começam a nascer, como se fosse aquela a primeira vez. Desconfio que seja por essa razão, de chegarem sem pressa, que elas [as palavras] tenham tanta força na sua voz, Bruno. E voltamos ao suposto perigo, agora de fazer música brasileira sem estereótipos escancarados: com Sérgio Krakowski e Adriano Souza, as coisas ficam latentes, nem por isso escancaradas: está ali, mais viva que nunca, a música de um Brasil que Hamilton de Holanda, Yamandú, Baden, Tia Amélia, e outras figuras, também souberam muito bem abrir, sem fazer força ou coisa do tipo.
E que coisa reveladora, depois de um Luiz Gonzaga profundo, a presença de um samba enredo, com aquele mesmo contrabaixo e aquela voz, agora com palavras, porque não poderia ser de outro jeito. Esse disco, para mim, só poderia ser assim."

RAFAEL MACEDO, cantautor

 


"EU AMEI SEU CD
VOCÊ É UM MÚSICO MAGISTRAL
OBRIGADA POR TUDO
SAÚDE E PAZ"

ÁUREA MARTINS, cantora

 

"¡Cariño! ¡He escuchado demasiado el disco! Siento mucha admiración por ti, realmente fuiste un faro muy luminoso en mi camino en bajo acústico, inspiración total, inmensa, y ahora viendo este hermoso trabajo, lleno de buenas gusto, sutileza y fuerza Al mismo tiempo, el respeto solo crece. En nuestro tiempo, artistas como tú que se posicionan no solo artísticamente sino también políticamente son más que necesarios! Gracias por tu arte Bruno, y tu presencia! Un abrazo muy grande de Barcelona! "

MARCOS EXPOSITO, contrabaixista